Lendas urbanas brasileiras

    É bem provável que você já tenha escutado alguma história de terror na vizinhança: uma loira misteriosa que assombra o banheiro da escola, um disco famoso que esconde mensagens sinistras ou o temido homem que leva embora crianças desobedientes. 
    Para você (não) ficar mais tranquilo, preparamos uma lista com 7 lendas urbanas brasileiras que dominam o imaginário popular. Será que são apenas "histórias para boi dormir"?

1. A faca escondida no boneco do Fofão

    Ninguém resistia ao charme das bochechas avantajadas do alienígena vindo da "Fofolândia". Criado por Orival Pessini, o Fofão foi um fenômeno no Balão Mágico e ganhou seu próprio programa em 1986. O sucesso gerou um boneco que virou febre, mas que logo inspirou uma lenda macabra. Dizia-se que, ao abrir a barriga do brinquedo, encontrava-se uma faca negra. A explicação popular era um suposto pacto, e muitos comparavam o boneco ao personagem Chucky. Quem chegou a "estripar" o brinquedo garante que havia, de fato, um suporte pontudo de plástico rígido para sustentar o boneco.

2. Xuxa e o disco ao contrário

    Esqueça o "doce, doce, doce". Na década de 80, teorias conspiratórias afirmavam que o sucesso estrondoso da Rainha dos Baixinhos era fruto de um pacto. O boato dizia que, ao girar o LP Xou da Xuxa no sentido anti-horário, era possível ouvir mensagens satânicas. Para completar o terror, dizia-se que a boneca da Xuxa ganhava vida à noite para atacar suas donas.


3. Chupa-cabra

    Embora a lenda tenha surgido em Porto Rico, o Brasil viveu um verdadeiro surto de relatos nos anos 90. Tudo começou em 1995, com a descoberta de animais mortos com perfurações no pescoço e sangue drenado. Em poucos meses, os registros de ataques a criações rurais ultrapassaram a marca de mil casos. A figura de uma criatura híbrida, semelhante a um morcego gigante, aterrorizou o interior do país.

4. A Loira do Banheiro

    Esta é a lenda clássica com fundo moral. Reza a lenda que uma bela jovem costumava cabular aulas escondida no banheiro da escola. As versões sobre sua morte variam: um tombo fatal, suicídio ou assassinato. Inconformada, ela teria passado a assombrar os banheiros escolares. Até hoje, não faltam estudantes que juram ter visto a "versão brasileira da Murta que Geme" perambulando entre as cabines.

5. O Homem do Saco

    Uma das ferramentas favoritas da "pedagogia do medo". Segundo a lenda, um velho de aparência descuidada perambula pelas ruas com um saco nas costas, sequestrando crianças que saem sozinhas ou desobedecem aos pais. Em algumas versões, ele faz o oposto do Papai Noel: em vez de presentes, ele leva as crianças malcriadas embora para sempre.

6. A Gangue do Palhaço

    Nos anos 90, o jornal Notícias Populares publicou reportagens sobre um palhaço assassino nos EUA. O boato rapidamente se adaptou ao Brasil, criando a lenda de uma gangue que atuava em uma Kombi azul na região metropolitana de São Paulo. Dizia-se que o grupo era liderado por um palhaço que sequestrava crianças para o tráfico de órgãos. O pânico foi tão real que chegou a causar confusões em escolas da época.

7. O Bebê-Diabo

    Mais uma pérola do Notícias Populares. Em maio de 1975, o jornal estampou: "Nasce o bebê-diabo". A história surgiu após o nascimento real de uma criança com uma pequena malformação no cóccix e saliências na testa em um hospital do ABC paulista. O jornalista Marco Antônio Montadon transformou o caso médico em uma crônica de horror que vendeu milhares de exemplares e se tornou um dos maiores mitos da imprensa brasileira.

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