#VocêSabia que crianças têm mais chances de sobreviver em acidentes?

    Com frequência, acompanhamos notícias impressionantes sobre bebês e crianças pequenas que sobrevivem a acidentes gravíssimos. Embora pareça um milagre, o que acontece nesses casos tem uma explicação científica fundamentada na física e na segurança.

Casos que chocaram o mundo

    A história está repleta de exemplos inacreditáveis. Em 2010, um Airbus A330 da Afriqiyah Airways caiu em Trípoli, na Líbia. Das 104 pessoas a bordo, apenas um menino holandês de 10 anos sobreviveu.

    Um ano antes, em 2009, o cenário se repetiu: em uma queda de avião da companhia Yemenia no Oceano Índico, uma garota de 14 anos foi a única sobrevivente entre as 153 pessoas que estavam na aeronave.

A Física a favor dos pequenos

    Mas, afinal, por que isso acontece? De acordo com James Waterhouse, professor do Departamento de Engenharia Aeronáutica da USP, o segredo está no porte físico.

    O motivo principal é a massa corpórea. Como o corpo da criança é menor e mais leve que o de um adulto, o impacto gerado pela batida ou pela desaceleração repentina do veículo é proporcionalmente menor. Em termos físicos, há menos energia de impacto sendo absorvida pelos órgãos e ossos da criança.

O fator segurança

    Além dos fatores biológicos, o posicionamento estratégico é decisivo. Estatisticamente, as áreas destinadas às crianças são as que apresentam os maiores índices de sobrevivência. Em veículos de passeio, por exemplo, o banco traseiro é a zona de menor impacto. Somado a isso, o uso de dispositivos como as cadeirinhas é fundamental: elas são projetadas especificamente para absorver a energia do choque e proteger a estrutura óssea ainda em formação, agindo como uma armadura em casos de colisão. 

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